Investigação de Bowlby
Durante a década de 40, Bowlby investigou sobre as relações entre as perturbações de comportamento e a história da infância. Esta experiencia foi realizada com gansos e demonstrou que os recém-nascidos seguiam o primeiro animal ou objecto que se movia após o nascimento.
Chegou á conclusão que a proximidade física do progenitor é uma necessidade inata, primária, essencial ao desenvolvimento mental do ser humano e ao desenvolvimento da sociabilidade.
Procurou esclarecer a importância das relações precoces da criança com os seus progenitores.
Defende que a vinculação aos progenitores responde a duas necessidades: protecção e socialização.
Investigação de Ainsworth
Iniciou a sua investigação no Uganda com 28 bebés durante 3 anos.
Realizou um procedimento experimental que ficou conhecido como situação estranha, com o objectivo de registar o efeito da separação e do reencontro dos bebés entre os 12 e os 24 meses com a sua mãe.
O procedimento desta experiência teve 6 passos:
-A criança está com a mãe numa sala;
-Uma pessoa estranha entra e junta-se a elas;
-A mãe abandona a sala deixando a criança com a pessoa estranha;
-A pessoa estranha abandona a sala deixando a criança sozinha;
-A pessoa estranha regressa para junto da criança;
-A mãe regressa para junto da criança;
Chegou á conclusão que a forma como o bebé reagia, quer á ausência da mãe quer ao seu regresso, reflectia o seu equilíbrio emocional.
A partir das suas observações, distinguiu três categorias de vinculação:
-Vinculação segura
-Vinculação evitante
-Vinculação ambivalente/resistente
Na vinculação segura, as crianças choram e protestam pela ausência da mãe, procurando o contacto logo que ela entra. Na vinculação evitante são indiferentes à separação da mãe e ao seu regresso. Na vinculação ambivalente/resistente manifestam alguma ansiedade antes da mãe abandonar a sala, hesitando entre a aproximação e o afastamento quando ela regressa.
Investigação de Harry Harlow
Procurou mostrar os efeitos da ausência da mãe nas suas crias bebés.
A investigação foi realizada com macacos e consistiu na substituição das suas mães por duas mães artificiais, uma de peluche e outra de arame soldado. Tinham ambas como função alimentar as crias com um biberão preso junto á zona do peito, todos os macacos alimentavam-se sem qualquer tipo de problema através das duas mães. Todas as crias se desenvolveram correctamente ao longo do tempo. Mas Harlow constatou que a nível de afecto as crias optavam na maior parte do tempo por se agarrar á mãe de peluche.
Mais tarde Harlow procurou avaliar o efeito nos bebés macacos criados em qualquer contacto, isolou-os durante três meses a um ano numas jaulas de ferro vazias. Com o passar do tempo as crias encostavam-se no fundo da jaula balançando para trás e para a frente, abrasavam-se e mordiam-se a se próprios, quando chegavam a adultos manifestavam grande incapacidade para tratar das suas crias e o seu comportamento sexual era também fortemente afectado.
Harlow concluiu que o contacto corporal era indispensável para as crias e que essa ausência de contacto corporal era devastadora para os macacos.

